Por que outros países deveriam copiar a política de licença parental da Suécia

Em um mundo onde equilibrar carreira e vida familiar tem se tornado cada vez mais desafiador, a Suécia continua a estabelecer o padrão de excelência com suas políticas de licença parental. Com a recente introdução da regra que permite aos pais transferirem dias de licença paga para avós, amigos ou outros cuidadores de confiança, o país está não apenas tornando a parentalidade mais viável, mas também redefinindo como pensamos sobre redes de apoio familiar.

Aqui está por que acredito que outros países deveriam seguir o exemplo da Suécia:

Familia Sueca se divertindo

1. Flexibilidade para as Famílias

A nova política sueca permite que pais transfiram até 45 dias de licença parental para outro cuidador, enquanto pais solos podem transferir até 90 dias. Isso significa que avós, amigos ou parentes próximos podem ajudar em momentos críticos, como quando os pais retornam ao trabalho ou simplesmente precisam de uma pausa. Essa flexibilidade é um alívio que muitas famílias de outros países só podem imaginar.

Ter a tranquilidade de saber que você não está sozinho nos primeiros dias da parentalidade é inestimável. Para pais solos, esse suporte é ainda mais transformador, oferecendo alívio e compartilhamento de responsabilidades.

2. Reconhecimento de Dinâmicas Familiares Modernas

Famílias têm diversas configurações, e a política da Suécia reflete essa realidade. Ao incluir amigos e cuidadores não tradicionais, reconhece que “família” vai além dos laços biológicos. No mundo globalizado de hoje, onde muitos pais vivem longe de suas famílias, ter a opção de transferir a licença para alguém de confiança é uma solução valiosa.

Essa abordagem inclusiva é algo que outros países deveriam adotar. É uma solução moderna para famílias modernas.

3. Suporte Financeiro para Cuidadores

Um dos aspectos mais únicos do sistema sueco é a inclusão de aposentados. Avós podem tirar licença parental, com a compensação baseada em suas aposentadorias. Isso não apenas proporciona alívio financeiro aos cuidadores, mas também reforça a ideia de que o trabalho de cuidado é valioso e merece reconhecimento.

Em muitos países, os avós desempenham um papel essencial na criação dos netos sem qualquer reconhecimento formal ou apoio financeiro. O modelo sueco poderia inspirar mudanças, mostrando que o cuidado é uma responsabilidade compartilhada pela sociedade.

4. Promoção da Igualdade de Gênero

A Suécia há muito é pioneira na igualdade de gênero. Seu sistema de licença parental permite que ambos os pais tirem tempo significativo de licença, com novos pais agora representando 30% da licença parental. Isso ajuda a redistribuir o trabalho doméstico não remunerado, tradicionalmente assumido por mulheres, e permite que as mães retornem ao mercado de trabalho mais cedo, se desejarem.

Quando o cuidado se torna uma responsabilidade compartilhada, todos se beneficiam. A abordagem da Suécia promove maior igualdade no local de trabalho e no lar – algo que outros países deveriam buscar.

5. Construção de Comunidades Mais Fortes

A política de licença transferível também incentiva laços comunitários mais fortes. Imagine um vizinho ou amigo próximo cuidando do seu bebê enquanto você lida com um prazo importante ou se recupera do parto. A política sueca reforça a ideia de que criar uma criança realmente “exige uma vila”.

Ao expandir quem pode fornecer cuidados, a Suécia está criando uma sociedade mais solidária, onde nenhum pai precisa se sentir isolado ou sobrecarregado.

Por que isso importa para mim

Como mãe vivendo no exterior, sei em primeira mão como pode ser desafiador criar filhos sem o apoio tradicional da família por perto. A política da Suécia oferece um nível de suporte que a maioria dos pais – especialmente expatriados, imigrantes e refugiados – só pode sonhar. Ela dá aos pais a liberdade de construir sua própria “vila” de cuidadores, sejam avós, amigos ou aliados de confiança.

Essa política não é apenas sobre conveniência; é sobre tranquilidade. É sobre saber que o apoio está disponível, que o trabalho de cuidado é valorizado e que você não precisa enfrentar tudo sozinho.

Conclusão: Um Modelo para o Mundo

A política de licença parental da Suécia não é apenas inovadora – é compassiva. Ela reconhece os desafios da parentalidade moderna e oferece soluções práticas que colocam as famílias em primeiro lugar. Se outros países adotassem políticas semelhantes, veríamos uma mudança profunda em como o cuidado parental é apoiado, a igualdade de gênero é alcançada e os laços comunitários são fortalecidos.

Ser pai ou mãe já é difícil o suficiente. Políticas como a da Suécia nos lembram que os governos podem – e devem – desempenhar um papel em tornar essa tarefa mais fácil.

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